“Naquele tempo – recordo como um homem sabe recordar entre as mãos em concha o lume mais precioso – éramos um. Para tocar a extremidade dos céus, éramos um, ardendo desejosamente pelo alcance das suas estrelas nos nossos corpos de morte esperançosa de desesperada. De bigornas em chama, que nos trouxe Caim, martelámos a matéria com as chispas da vontade.

Mas para tocar as estrelas dividimo-nos, e o seu fogo queimou a nossa imortalidade. Como um raio, Lúcifer caiu, expelido dos céus, de embate ao nosso cume, e pelos destroços luminescentes soubemos que havíamos realizado a travessia naquele momento.

Cada pedra da nossa cidade é uma tocha, e ninguém nos impedirá, de futuro, de realizarmos todos os nossos projectos. O que Deus dividiu, o amor unirá.”

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